fluir mandu _ Caminhar como exercício sensível de contemplação, reflexão e crítica

Adentrando as ruas do Aterrado. Fonte: Sabrina Morais, pesquisadora do NEID | PPG DTecS | UNIFEI, janeiro, 2018.


Durante os dias 12 e 13 de janeiro de 2018 foi realizada uma caminhada coletiva pelo bairro São Geraldo, também conhecido como Aterrado, em Pouso Alegre, Sul de Minas Gerais. A experiência integra um dos projetos do NEID, denominado Observatório de Desenvolvimento e Cultura no Sul de Minas Gerais.

Intitulada "ATerraDoSonhos - belezas de um território marginal", a pesquisa em questão trata das dimensões culturais, da presença do Rio Mandu e dos saberes e fazeres que resistem ao tempo e às demandas urbanas daquele território; foi iniciada pela mestranda do PPG DTecS Sabrina Morais em 2017 e deve ser finalizada até março de 2020.


Ao total, foram 14 participantes, de formações e repertórios diversos e complementares. Dentre esses, dois são moradores do bairro, a Dreice Montanheiro e o Douglas Montanheiro, que acolheram a ideia abrindo gentilmente as portas de sua casa para o grupo.  Também contamos com a mediação de Jaergenton Correa, doutorando em Artes Visuais pela UNICAMP que colabora voluntariamente com essa pesquisa desde 2016. 

Com a caminhada, a proposta foi que, através de olhares, escutas e falas iniciássemos uma imersão na realidade local, que será levada adiante no decorrer da pesquisa. A partir desse exercício, abriu-se um vasto e horizontal campo de diálogos em busca das abundantes belezas desse território marginalizado. 

O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê. É preciso transver o mundo.

Manoel de Barros

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